Um tributo à Ednaldo Aguiar Silva, a Máquina

Fomos todos surpreendidos neste último sábado dia 19 de setembro de 2020 com a morte de nosso querido amigo e irmão “Eduardo” como era conhecido. Eu o conheci em 1982, como um belo jovem de apenas 15 anos de idade, ano que comecei a namorar sua irmã Maristela, a garota dos meus sonhos. Acompanhei seu crescimento espiritual desde essa época, sendo inclusive seu bispo quando ele foi chamado para servir uma missão de tempo integral no Rio grande do Sul na missão Brasil Porto Alegre com o presidente Brassanini. Um pouco antes, juntamente com Roberto Barros (Beto), serviram como missionários de curto prazo, reabrindo o ramo de Patos, com 17 anos, no período de Nov 83 à fev 84, com o Presidente Puerta. Chegou a servir como meu secretário executivo após retornar da missão. Sempre foi um jovem extremamente alegre em suas atividades e bastante extrovertido com as pessoas e uma de suas fortes características era servir aos outros. Lembro bem do período em que fazíamos muitas atividades na chácara do presidente Eufrásio Barbosa; juntamente com seus amigos, Beto e Kiever, formavam um trio parada dura em todos os sentidos. Ele particularmente assumia liderança de jogos entre as equipes e em diversas outras atividades; era mesmo um jovem brilhante. Fiz contatos com seu presidente de missão, logo após sua chegada, e com alguns de seus companheiros e todos sem exceção fizeram muitos elogios ao seu comportamento durante o serviço missionário; sua marca como missionário era tão forte que lhe rendeu o título de “A Máquina” em função de sua força e maneira como atuava. Segundo um de seus companheiros Sérgio Sousa Silva, recentemente chamado como presidente da estaca Recife Casa Amartela, curiosamente no dia de seu sepultamento, afirmou que ele foi um grande batizador e essa também foi uma das razões de seu título recebido.
Lamentavelmente, como muitos soldados que caem na batalha, ele também foi um dos que tombou e há muitos anos estava fora do convívio dos santos; entretanto, em conversa recente com ele, assegurou-me do seu desejo de retornar e disse-me que apesar de estar distante dos santos e dos convênios, ainda tinha um forte testemunho do Livro de Mórmon e do profeta vivo. Nessa jornada casou-se duas vezes, tendo um filho com a primeira esposa chamado Arthur e outro com a atual esposa chamado Kauê. Desenvolveu obesidade, chegando a pesar 145 quilos e também elavadas taxas de diabétis que o prejudicavam bastante nos últimos anos. Nos últimos 20 dias foi internado com crise diabética e no hospital adquiriu o covid 19; ficou internado por 12 dias e recebeu alta como mais um curado, porém 04 dias depois retornou ao hospital Pedro I, sentindo fortes dores no pulmão, foi internado e logo entubado. A diabétis e a obesidade foram um obstáculo para vencer o covid… seus rins pararam e ainda fez uma hemodiálise, mas, seu corpo sucumbiu e faleceu no sábado à tarde, sendo sepultado no domindo dia 20 de setembro.
Nos lembraremos com saudade de seu carinho e dos bons tempos que permaneceu firme no evangelho e o entregamos nas mãos do Senhor que conhece todos os nossos pensamentos e nossas limitações. Certamente nos encontraremos em breve e essa “Máquina” poderá voltar a trabalhar no milênio e juntos mataremos a saudade, com todos os seus amigos, pais e familiares.