Um tributo à sete diretores !

Um tributo à Sete diretores!
Recentemente em harmonia com a direção do programa, ficou estabelecido que eu serei desligado do Sistema Educacional da Igreja, agora no próximo mês de junho… foram longos e maravilhosos 31 anos de serviço dedicados ao programa, e a partir de julho estarei aposentado. Tive o privilégio e a honra de passar incólume por 07 grandes períodos representados por 07 gestões com pessoas bem diferentes, cada uma delas deixando um legado de mudanças e crescimento para o Brasil. Testemunhei muitas mudanças durante estes últimos 31 anos de administração. Só não alcancei o período de Saul Messías de Oliveira como primeiro diretor, mas coube a mim testemunhar e acompanhar o trabalho de 07 deles… Harry Eduardo Klein, Walter Guedes de Queiroz, Cory Bangerter, Paulo Grahl, Pedro Penha, Mário Junot e mais recentemente Luis Palmênio. Foram 07 administrações cada uma com suas peculiaridades…. Com Harry Klein fui contratado na época do kit 07, ou seja: sem carro, sem computador, sem impressora, sem secretário, sem celular, sem data show e sem frigobar e nem por isso fui infeliz, muito pelo contrário, foi uma época maravilhosa de muito crescimento e muita felicidade. Com Walter Queiroz, tivemos a era dos relatórios, das muitas cobranças.. época da pregação de que bons professores representavam classes cheias! Nesse período tive a oportunidade de trabalhar ao seu lado como regional e viajar por 02 vezes aos Estados Unidos; Muitos serões foram realizados e espetacularmente presenciei muitos deles em meio de semana com mais de 500 pessoas nas capelas. Com Cory Bangerter, foi simbolicamente a era da “revolução industrial”, e literalmente falando, foi o tempo das grandes mudanças físicas no programa, quando os homens passaram a possuir finalmente o kit 07: carro, computador, impressora, secretário (para diretores de instituto) celular, data show e frigobar… foram certamente grandes mudanças que trouxeram muita alegria e mais conforto aos funcionários, dentre elas a implantação da aposentadoria privada na empresa. Com Paulo Grahl, tivemos a era da paz e também um momento em que muitas sedes do instituto foram estabelecidas no Brasil, entre elas a fantástica sede do instituto de João Pessoa. Com Pedro Penha, ficou a gestão marcada pela divisão da área brasileira, quando 02 diretores assumiram a área sul e a área norte; novas sedes foram criadas e muitos secretários contratados. A mim marcou esse período, pois tive minha primeira transferência para Maceió e também foi criada em poucos anos a maravilhosa sede do instituto de Maceió. Com Mario Junot, tive a oportunidade de ser transferido para Natal, ser chamado como presidente de missão e também fincar o estabelecimento definitivo da sede do instituto desta cidade, que certamente é uma das mais lindas do Brasil. Foi também uma época marcada por muitas mudanças no programa e muitos desligamentos de homens da ativa para a aposentadoria. Finalmente com o Palmênio que trabalharemos apenas por seis meses e marcará sua gestão a mim particularmente por ser o diretor o qual me aposentará. Entretanto, não tenho dúvidas que seu tempo será marcado por grandes transformações no programa, pois acompanhará a era do Presidente Nelson, onde as palavras: simplificação, redução ou eliminação, fazem parte de sua extraordinária liderança e já estão igualmente fazendo parte da nova gestão do nosso diretor Luis Palmênio.
Alguns perguntaram-se algumas vezes: como você conseguiu trabalhar tantos anos na mesma empresa e ao mesmo tempo acompanhar tantas mudanças? Minha resposta sempre foi a mesma: amor ao programa e “obediência irrestrita e sempre” à nova direção. Certa vez meu amigo Fernando Araújo, já posentado, assim que fui contratado, me ensinou que o segredo para permanecer sempre no programa era fazer o que a direção solicitasse e sempre que mudasse a liderança, imeditamente eu começasse a seguir as novas instruções, mesmo que não me agradasse; ele costumava dizer, que se o prato fosse virado de cabeça para baixo, eu deveria fazê-lo também… assim o fiz e felizmente sempre fui abençoado.
Tendo uma esposa maravilhosa que me acompanhou arduamente durante todos esses anos, tornou-se mais fácil essa jornada, que certamente sem ela seria muito difícil. Estou como diretor há exatos 20 anos e isso requer um sacrifício junto a família muito grande, pois todo diretor do instituto é “escravo do sábado”, enquanto todos participam de atividades, de passeios, de reuniões, nós estamos das 06h da manhã até a noite ensinando a juventude. Na segunda feira que é nossa folga, todos trabalham e ficamos isolados, inclusive sem poder sair com os filhos, que estão na escola, e sem poder ir ao Templo, que é fechado neste dia. Todo sacrifício tem seu preço e suas bençãos; como sou grato por ter testemunhado o crescimento de centenas de jovens, indo cumprir uma missão de tempo integral, casando-se no Templo para toda a eternidade e desenvolvendo-se profissionalemnte… não tem dinheiro que pague esse sentimento de gratidão. Sairei do programa um homem melhor, uma pessoa mais feliz e ainda disposta a trabalhar mais pelo reino onde o Senhor assim o desejar. Joel Fernandes