Você considera-se caridoso?

Você considera-se caridoso?
Acredito que independente da religião sob a qual nascemos e fomos ensinados, crescemos ouvindo nossos pais nos ensinarem que precisamos amar o próximo, sermos caridosos para com todas as pessoas… qual é nosso entendimento sobre caridade? Considero-me uma pessoa caridosa? Frequentemente muitas pessoas associam caridade a doação, seja ela de objetos, alimentos e muitas vezes dinheiro… de fato muitas pessoas preferem doar “dinheiro” a ter que “botar a mão na massa”, pois na verdade desfazer-se do dinheiro é mesmo bem mais fácil… obviamente doar R$ 10,00 a um mendigo é bem mais simples do que convidá-lo para almoçar em nossa casa! Pagar uma enfermeira para cuidar do velho pai é bem mais fácil do que despender tempo e assistência pessoal; afinal, “o mundo está muito corrido, não temos mais tempo para isso”, justificam as pessoas e assim estamos nos distanciando cada vez mais do verdadeiro espírito de caridade! A verdadeira caridade sem dúvidas está bem longe dos holofotes, da visibilidade, da aparência, da notoriedade e seguramente está mais ligada a TEMPO, a TOQUE e a PALAVRAS do que a qualquer outra coisa, especialmente dinheiro. O Elder Ashton comentou sobre esse tema:
“Caridade é, talvez, de muitas maneiras uma palavra mal compreendida. Frequentemente consideramos caridade visitas a doentes, alimentos dados aos necessitados, a doação do que nos sobeja aos menos afortunados. A verdadeira caridade, porém, é mais, muito mais. A verdadeira caridade não é algo que doamos; é algo que adquirimos e torna-se parte de nós. E quando a virtude da caridade entra em nosso coração, nunca mais somos os mesmos…” (Élder Marvin J. Ashton, A Língua Pode Ser uma Espada Afiada”, A Liahona, julho de 1992, p. 19).
Ultimamente tem sido muito falado, escrito e estudado sobre MINISTRAÇÃO à maneira do Senhor… de acordo com essa declaração o simples fato de visitar, alimentar e doar não é o mais elevado estágio de caridade. A caridade manifesta-se na verdadeira ministração conforme continuação da citação anterior:
“Talvez tenhamos maior caridade quando somos amáveis uns com os outros, quando não julgamos ou classificamos as pessoas, quando simplesmente concedemos aos outros o benefício da dúvida ou permanecemos calados. Caridade é aceitar as diferenças, fraquezas e imperfeições dos outros; ter paciência com alguém que nos aviltou; ou resistir ao impulso de ficar ofendido quando alguém não age da maneira que esperávamos. Caridade é recusar-se a tirar vantagem da fraqueza de outra pessoa, é ter o desejo de perdoar quem nos ofendeu. Caridade é esperar o melhor dos outros” (Elder Marvin J. Ashton, A Língua Pode Ser uma Espada Afiada”, A Liahona, julho de 1992, p. 19).
Assim sendo podemos fazer uma auto-avaliação sobre nosso estágio de caridade… como tem sido meu relacionamento com meu próximo? Tenho julgado constantemente meus amigos e irmãos? Temos aceitado as pessoas como elas são? Com suas diferenças, fraquezas e imperfeições? Tenho controlado minha paciência? Com quão frequência tenho ofendido os outros? Procuro tirar vantagem de tudo e de todos? Tenho perdoado àqueles que me ofenderam? Desejo sempre o melhor para todas as pessoas? dependendo das respostas a estas perguntas você identificará claramente seu nível de caridade e assim poderá podar imediatamente as arestas para alinhar-se à vontade do Senhor. O Elder Oaks declarou: “(…) A caridade, ‘o puro amor de Cristo’ (Morôni 7:47), não é um ato, mas uma condição ou estado. Alcança-se a caridade por meio de uma sucessão de atos que resultam na conversão. Precisamos tornar-nos caridosos. Assim, Morôni afirmou: ‘A não ser que os homens tenham caridade, não poderão herdar’ o lugar preparado para eles nas mansões do Pai (Éter 12:34; grifo do autor)” (Elder Oaks, “O Desafio de Tornar-se”, A Liahona, janeiro de 2001, p. 40).
Quanto TEMPO tenho despendido para ministrar meu próximo? Que tipo de TOQUE tenho praticado? Um abraço? Um beijo? Um carinho? Uma massagem? Que PALAVRAS tenho proferido àqueles que me cercam? Amargas? Grosseiras? Profanas? Ou elas tem sido amáveis, gentis, cordiais, puras, cheias de esperança e motivadoras?
Vale a pena pensar seriamente sobre quanto minha “vida eterna” ao lado do Senhor depende totalmente da prática desse dom maravilhoso chamado caridade. Que obtenhamos tal entendimento e ajamos imediatamente para no futuro não lamentarmos e não termos mais tempo para colocar em prática esse ensinamento tão grandioso de nosso Mestre. Joel Fernandes.